10 de novembro de 2011

Fito, à noite, um pequeno vaga-lume,
Que, bailando ao frescor da madrugada,
Como a luz que desponta na alvorada,
Cintila alegre no total negrume.

Embora eu saiba quão pequeno é o lume,
Fito em silêncio, e, sem dizer-lhe nada,
Ali, na placidez desesperada,
Paro e medito à luz que se resume:

“Se tão pequeno inseto, calmamente,
Na noite escura e tenebrosa, trilha
Um caminho de luz fosforescente,

Eu, humilde, ao ver esta maravilha,
Não consigo entender por que, descrente,
A luz da humanidade inda não brilha!?”


Carlos Eduardo Drummond

1 de agosto de 2011


Samba Concorrente: Imperatriz Leopoldinense - Carnaval 2012 - "Jorge, Amado Jorge"
AUTORES: Flavinho, Me leva, Gil Branco, Tião Pinheiro e Drummond


http://www.youtube.com/watch?v=2H3xR80T-QE

INTÉRPRETE: Nêgo

Oxalá!
Tua coroa ilumina o meu caminhar!
Vem do mar a esperança,
Navegando na lembrança,
Seguindo pelas águas de Iemanjá!
Traz da Bahia seu filho amado,
Canta as estórias que ele contou...
No vento, a liberdade!
No peito, um ideal!
Perfume, malandragem, boemia...
O país do Carnaval!

Põe tempero, Gabriela... Pro povo sambar!
Do jardim a Flor mais bela, também quero amar!
Tereza Batista cansada de guerra...
Tieta seduziu o meu olhar!

Palavras à beira do cais
No porto do meu coração!
Traduziu com sentimento a alma desse chão,
Valorizou toda grandeza
Da nossa miscigenação!
Obá de Xangô!
Okê Arô, eu peço proteção!
Os tambores anunciam:
É canto e dança em louvação!
Desce a ladeira, de verde e branco, vem cantar!
Ecoam meus versos do Rio à Bahia,
Ao som do berimbau na bateria!

A bênção, meu pai Amado!
É dia de festa, o povo vem te abraçar!
A Imperatriz vai convidar,
Quem é de paz, pode entrar!

18 de junho de 2011




O centenário de Jorge Amado não poderia passar em branco na Avenida. Vai passar em Verde e Branco.


4 de junho de 2011

Parte do meu ser
anda por aí a palpitar por mim...
Por mim, cismaria eu
ser parte de alguém
que anda por aí
a pensar em mim também.

Penso na parte de alguém
que pensa em mim
sem saber que estou
pensando ser parte dela também.

Mas ai de mim se soubesse quem...
anda a suspirar por mim...
Ai de mim se soubesse
o espaço que abriga
esse pedaço de mim!

Saberia o que é ser todo!!!


Carlos Eduardo Drummond

21 de abril de 2011

(Foto: Carlos Eduardo Drummond)
A cidade que nunca dorme... Viva a liberdade!




2 de abril de 2011

"E no Carnaval, a semente que embalava
Empurrava a multidão para cantar e sambar...
Festa nos salões, pelos blocos, pelas ruas,
Era o Samba que chegava pra ficar.

Pixinguinha, Villa Lobos, foram todos
Destinados bambas que ensinaram nosso lugar a sonhar!
"Recreio de Ramos" ficou dividido
E a força de Jório levou nossa Escola a brilhar...
No meu coração, Imperatriz!
Chique na novela, bela na Avenida,
Ela assim chegou e se consagrou!"


Fragmento de um samba composto por mim e parceiros para o concurso de 2009, ano em que a Imperatriz abordou seu aniversário de 50 anos.
O samba não foi para a avenida, mas ficou de herança no meu acervo particular.

14 de março de 2011


"Busco sempre realizar o impossível. Agindo assim, realizo as coisas possíveis, que, para
outros, seriam as impossíveis."


Carlos Eduardo Drummond

8 de dezembro de 2010

"Nunca me esquecerei daqueles que me esqueceram, mas me lembrarei, para sempre, daqueles que não me esqueceram."

Carlos Eduardo Drummond

1 de novembro de 2010

Está disponível uma versão ilustrada do livro "Dreamaker - O Realizador de Sonhos". Ilustrar meu próprio livro me trouxe à lembrança o tempo em que eu ainda fazia uso do desenho como instrumento de expressão artística.

À direita, a primeira das 13 ilustrações. Acesse o link e conheça detalhes da nova versão:

28 de agosto de 2010


Sinopse:

Melquisedeck é um homem especial, um Dreamaker, pois tem o dom de realizar sonhos. No leito de morte, cercado de amigos e parentes, faz um inventário de sua vida a partir de seu nascimento. Narra suas experiências particulares à guisa de parábolas. Relata, sobretudo, passagens em que seu dom misterioso é determinante para mudar o rumo dos acontecimentos. A despeito das dúvidas, somente no final de sua existência a verdade maior lhe é revelada. Nas entrelinhas dessa metáfora, há um esforço para resgatar valores que a humanidade teima em esquecer de tempos em tempos, como solidariedade, companheirismo, simplicidade, perseverança e fé.

Acesse o link abaixo e conheça detalhes. Vendas exclusivas pela Internet!

http://www.agbook.com.br/book/28572--Dreamaker__O_Realizador_de_Sonhos/



8 de agosto de 2010




G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense - 2011
Enredo: A Imperatriz adverte: sambar faz bem à saúde!
Ouça o samba na gravação oficial:
Autores: Flavinho, Me leva, Gil Branco, Tião Pinheiro e Drummond
Intérprete: Nêgo

Um ritual de magia...
Oh! Mãe África,
Do teu ventre nascia o poder de curar!
Despertam as antigas civilizações,
A cura pela fé nas orações!
Mistérios da vida, o homem a desvendar...
A mão da ciência ensina:
O mundo não pode parar!

Uma viagem no tempo... a me levar!
O valor do pensamento a me guiar!
O toque do artista no Renascimento,
Surge um novo jeito de pensar!

Luz - Semeando a ciência,
A razão na essência, o dever de cuidar!
Luz - À medida que avança,
Uma nova esperança que nos leva a sonhar!
Segredo - A "Chave da Vida",
Perfeição esculpida, iludindo o olhar...
Onde a medicina vai chegar?
No Carnaval, uma injeção de alegria,
Dividida em doses de amor,
É a minha Escola a me chamar, Doutor!
Posso ouvir no som da bateria,
O remédio pra curar a minha dor!

Eu quero é Sambar!
A cura do corpo e da alma no Samba está!
Sou Imperatriz, sou raiz e não posso negar:
Se alguém me decifrar
É verde e branco meu DNA!

1 de maio de 2010

(Foto: Carlos Eduardo Drummond)
Gran Place - Uma das praças mais bonitas do mundo.

23 de abril de 2010

Noites de angústias espetaculares,
Sonhos terríveis, torturantes dores,
Febris gemidos, fétidos odores,
Ondas gigantes de ferozes mares.

Imensos túneis, sinistros lugares,
Monstros marinhos estarrecedores,
Serpentes negras, infernais horrores,
Astros em chamas caindo aos milhares.

O medo toma conta do meu ser;
Fantásticas visões, não quero ver
Nenhuma delas, nenhuma sequer...

Curai-me, ó Deus, curai-me dessa dor,
Dai-me o remédio que se chama amor,
Dai-me uma ardente boca de mulher!

Carlos Eduardo Drummond

21 de março de 2010

(Foto: Carlos Eduardo Drummond)

Moais na encosta do vulcão Rano Raraku.

6 de fevereiro de 2010

Procurei no dicionário,
Com paciência e cuidado,
O real significado
Da palavra aniversário.
Aquele livro pesado,
Mestre dos visionários,
"Pai dos burros" batizado,
Pareceu-me sectário,
Ao responder meu chamado.
Deveras decepcionado,
Joguei o meu dicionário
Na estante, empoeirado,
Para pregar, solitário,
O meu significado
Da palavra aniversário.
Diz assim, o verbete lendário,
Ontem, por mim criado:
"Aniversário: Espécie de relicário,
Muitíssimo bem guardado
Nas folhas do meu diário,
Dos versos que eu escrevi,
Com todo amor, e não li,
Durante o ano passado."


Carlos Eduardo Drummond

14 de janeiro de 2010

(Foto: Carlos Eduardo Drummond)
Outono em Nova York!

5 de dezembro de 2009

Eu me lembro, eu me lembro...
Em meados de dezembro
Um menino conheci.
Eu ainda era criança
Quando brilhou a esperança
No então menino que vi.

Deixei de ser pequenino
Mas meu amigo menino
Não deixou de ser criança.
E todo mês de dezembro,
Em seus olhinhos, me lembro,
Brilhava a luz da esperança.

Sim, na noite de Natal,
De Belém vinha um sinal
Ao som de um sagrado hino.
Uma estrela me dizia
Que se chamava Maria,
E que era mãe do menino.

Então, num clarão divino,
O meu amigo menino
Surgia em forma de luz.
Todo de branco, vestido,
Sussurrava ao meu ouvido:
— Eu sou o menino Jesus.

3 de outubro de 2009

(Foto: Carlos Eduardo Drummond)
Rio de Janeiro - Cidade sede das Olimpíadas de 2016

10 de setembro de 2009

Úmida, a noite me faz companhia.
Já há algum tempo tem sido assim, amiga,
Nas horas de tristeza e de fadiga,
E nas horas em que escrevo poesia.

Revelo meu segredo à face fria
Da noite, que me escuta e assim me intriga,
Sem ouvidos, sem lábios... Ela abriga
A augusta paz que agora me sacia.

Sempre silenciosa e paciente,
Ela é, de fato, minha doce irmã,
É minha mãe, é minha confidente.

Sendo assim, ela é minha guardiã.
E sou feliz à hora do poente...
E fico triste aos raios da manhã...

Carlos Eduardo Drummond

1 de agosto de 2009

(Foto: Carlos Eduardo Drummond)
Paraty - Uma cidade onde se respira poesia.