1 de agosto de 2012

Raiou Cuara!
Oby aos olhos de quem vê!
Eu bato o pé no chão, é minha saudação,
Livre na pureza de viver!
Sopra no caminho das águas
O vento da ambição!
O índio, então...
Não se curvou diante a força da invasão,
E da cobiça fez-se a guerra,
Sangrando as riquezas dessa terra!
Cicatrizou, deixou herança,
E o que ficou está em cartaz...
Na passarela, “estado” de amor e paz!

               Siriá... Carimbó... Marujada eu dancei!
               No balanço da morena... Me apaixonei!
               O bom tempero pro meu paladar...
               De verde e branco “treme” o povo do Pará!

A arte que brota das mãos,
Dom da criação, vem da natureza...
Da juta trançada em meus versos
Se faz poesia de rara beleza!
Oh! Mãe... Senhora, sou teu romeiro,
A ti declamo em oração:
Oh! Mãe... Mesmo se um dia a força me faltar,
A luz que emana desse teu olhar
Vai me abençoar!

              No Norte a estrela que vai me guiar,
              Exemplo pro mundo: Pará!
              O talismã do meu país,
              A sorte da Imperatriz!

Me leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Ponto


2 comentários :

Anônimo disse...

Dudu, apesar de ser Vila Isabel ate a morte(rs), achei muito lindo!!!! Parabéns e boa sorte... Bjkas
Renata Lameira

Carlos Eduardo Drummond disse...

Renata, obrigado pelo post. Não se preocupe, sua escola também tem um belo samba para 2013. Obrigado pelo carinho,