9 de maio de 2015

Escrevi o “Poema de Aniversário” há pelo menos 10 anos, na véspera de completar mais um ano de vida. Naquela noite, não imaginava as inúmeras surpresas que os versos dessa obra me trariam. Li o poema publicamente no dia do meu aniversário, durante um almoço de confraternização. Não muito tempo depois, o enviei para um amigo publicar em seu Blog. A partir desse momento, a força da poesia assumiu o controle e eu deixei de ser o único responsável pelo destino do poema. O texto passou a figurar em outros Blogs e Sites, de origens e pessoas desconhecidas, na maioria das vezes em forma de presente. Essas primeiras publicações tinham esse perfil, mas a poesia nos leva a caminhos surpreendentes e o texto atravessou fronteiras.
Em dezembro de 2008, foi publicado pela primeira vez, na Agenda do Escritor, da Litteris Editora. Considerando essa edição, o poema já conta, entre Jornais, Revistas e Livros, com oito publicações, no Brasil e no exterior.  Entre outros periódicos, o Jornal “O Varginhense”, de Varginha, MG, o “Informativo Publicitário MP Marketing & Psicologia”, de Porto Alegre, RS, e as Revistas Digitais “AC Digital” e “Povo”, esta última, de Lisboa, Portugal, me deram a honra de publicar meu poema em suas páginas.
O fenômeno das redes sociais não ficou de fora e lá também figura o simpático poeminha. No Youtube, por exemplo, o poema ilustra um vídeo de aniversário que tem, como trilha sonora, a música “Nem todo dia é como hoje”, da banda de reggae “Chimarruts”. Encontrei também citações no Twitter, no Instagram, no Webstagram, no Fotolog, no extinto Orkut e, claro, no Facebook. Especialmente neste último, entre outras citações, localizei o poema na página do Deputado Federal Rogério Carvalho, de Sergipe, e, curiosamente, na Fan Page Oficial do poeta Carlos Drummond de Andrade, no dia em que ele completaria 112 anos.
A semelhança com os nomes me leva a acreditar que muitas vezes o poema foi mencionado porque se pensou ser de autoria do poeta mineiro. De fato, alguns Sites o publicaram atribuindo sua autoria a Carlos Drummond de Andrade. À exceção de uma revista em especial, não me esforcei para esclarecer essa confusão nesses poucos Blogs e Sites. O texto estava sendo propagado, e isso, para mim, tinha importância maior.
Com o aumento da exposição virtual, o poema passou a ser citado e até reinventado. O jornalista Zeca Barroso, de Brasília, o mencionou em uma crônica publicada em seu Site. A portuguesa Ana Paula Figueira também o fez, dessa vez para ilustrar uma crônica publicada no Site do “Diário do Alentejo”, de Portugal. Internautas também ousaram alterar o texto, reescrevendo o poema com suas palavras ou apenas inserindo trechos complementares para dar seu toque particular a obra e a mim uma parceria inusitada.
Imagino que as publicações na Europa tenham relação direta com o verbete criado em meu nome, por conta exatamente desse badalado “Poema de Aniversário”, no Site “Ciberduvida”, de promoção e divulgação da Língua Portuguesa, que tem apoio do Ministério da Cultura de Portugal e patrocínio do Governo Português. Essa constatação, talvez, seja uma das partes mais interessantes de tudo o que narrei até aqui. É curioso perceber que esse meu poema fez o caminho inverso da “Última flor do Lácio”, que há mais de 500 anos chegou ao nosso território.
Descontadas outras formas de menção não listadas aqui nesta crônica, o poema continua a encantar internautas e leitores do Brasil e do mundo, superando uma centena de publicações. No “Yahoo Respostas” ou numa “Apresentação de Sociologia do Site Prezi”, nas “Listas de Aniversariantes” ou nos “Livros de Visitas”, nas “Associações de Famílias” ou em “Clubes de leitores”, nos “Fóruns Espíritas” ou nos “Votos de Feliz Aniversário dos Ex-Combatentes da Guiné”, nas “Comunidades Literárias” ou nas “Celebrações de Bodas”, nos “Sites de Festas” ou, ainda, nas “Listas de Poetas e Pensadores”, as despretensiosas rimas desse poesia figuram em silêncio à minha revelia.
Não sei aonde este poema vai me levar. Contudo, me traz a gostosa sensação de dever cumprido no ofício de poeta, pois desempenha a função da poesia em sua essência mais pura, fornecendo palavras e ideias a quem deseja mencioná-las com um mínimo de amor, beleza e encantamento. Mais do que sentir tudo isso, a existência do “Poema de Aniversário” me dá a certeza de ter valido a pena um dia começar a escrever no silêncio do meu quarto, no final dos anos 80, quando a Internet ainda não tinha chegado ao conhecimento das massas.


Carlos Eduardo Drummond

5 de abril de 2015

"A vida não é feita de trocas, a vida é feita de entregas. Quem entrega, acaba recebendo em troca"

Carlos Eduardo Drummond

25 de fevereiro de 2015


Eu e as irmãs de palavra, Kelly Shimohiro e Dany Fran, temos mais coisas em comum do que o amor à literatura. Somos também colegas de publicação, já que nossos trabalhos foram impressos este ano na Agenda da Tribo, da Editora Tribo. Esse ponto em comum uniu o Rio de Janeiro ao Paraná e nos permitiu trocar experiências e afinidades literárias. A grata surpresa de confirmar que existe gente boa produzindo arte de qualidade no Brasil só me incentiva a divulgar o trabalho dessas meninas super poderosas da literatura brasileira. 

Acesse o link abaixo e confira o site das Irmãs de Palavra.  





8 de janeiro de 2015

Je
Suis
Charlie
Se você desenha,
pode apagar,
quando quiser!
se você desdenha,
e pode atirar,
não venha
manchar
de vermelho
e covardia,
o meu espelho
de Democracia
!!!!!!!!!!!!!!!

Carlos Eduardo Drummond



3 de dezembro de 2014

Eu me lembro, eu me lembro...
Em meados de dezembro
Um menino conheci.
Eu ainda era criança
Quando brilhou a esperança
No então menino que vi.

Deixei de ser pequenino
Mas meu amigo menino
Não deixou de ser criança.
E todo mês de dezembro,
Em seus olhinhos, me lembro,
Brilhava a luz da esperança.

Sim, na noite de Natal,
De Belém vinha um sinal
Ao som de um sagrado hino.
Uma estrela me dizia
Que se chamava Maria,
E que era mãe do menino.

Então, num clarão divino,
O meu amigo menino
Surgia em forma de luz.
Todo de branco, vestido,
Sussurrava ao meu ouvido:
— Eu sou o menino JESUS!
Carlos Eduardo Drummond

30 de outubro de 2014




O poema "Oração Carioca" foi publicado no Livro da Tribo, da Editora Tribo (Edição 2015-2016), na página reservada ao dia 1o de Março, data em que a cidade irá completar 450 anos de existência. Viva o Rio de Janeiro, viva a Carioquice!

Carlos Eduardo Drummond

25 de outubro de 2014

Foto: Carlos Eduardo Drummond

15 de outubro de 2014


João do Pandeiro, morador de morro e compositor de Samba-Enredo, fez um samba sozinho e inscreveu no concurso de sambas de sua escola de coração. Perdeu na final, uma semana depois da inscrição. Para compor, inscrever e participar da disputa, não gastou mais que duas cervejas. No outro ano, encontrou um amigo bom de melodia e os dois compuseram novo samba. Dessa vez, ganhou, interpretando, ele próprio, o samba. E gastou apenas quatro cervejas. Nos concursos seguintes, João percebeu que não ganhava mais. Reparou também que os sambas inscritos eram assinados por pelo menos dois compositores. E, curiosamente, os que ganhavam tinham bons cantores. João, então, decidiu convidar um intérprete para cantar seus sambas. Chegou à final novamente, mas não ganhou. Gastou as cervejas e o preço acertado com o cantor. No ano seguinte, caprichou no samba outra vez e contratou um cantor de apoio. Ganhou de novo. Porém, gastou bem mais. O tempo passou e João voltou a perder. Viu, então, que os sambas vencedores tinham pelo menos dois cantores, um surdo, um violão, além do cavaquinho. E havia gente torcendo por eles. João, então, resolveu convidar Seu Manoel da Padaria para assinar o samba com ele, porque os custos seriam maiores. Seu Manoel, muito vaidoso, aceitou. Com três compositores, e um bando de portugueses na torcida, o samba de João chegou à final e ganhou de novo. Festa na padaria. João gastou, mas Seu Manoel gastou muito mais. Outras derrotas vieram. E João começou a ficar desiludido. Coincidentemente, os sambas vencedores levavam pelo menos quatro bons cantores, um ônibus com torcida, papel picado e bandeiras. João precisou convidar Seu Manoel da Padaria, Seu Jorge do Açougue, além de Marcinho Professor, que dava aula para três turmas lotadas de jovens apaixonados por samba. E convidou também o Rogerinho da Viação Flecha, porque conseguia ônibus de graça. Seu samba chegou à final, após oito semanas de apresentações e quadra lotada. Que festa! E o samba de João venceu novamente. O prêmio foi alto, mas depois de fazer a divisão entre os colaboradores, e abater os gastos, sobrou apenas o orgulho pela vitória. João voltou a perder nos anos seguintes. Observou que depois de treze apresentações, todas as parcerias finalistas eram formadas por pelo menos vinte pessoas, roupas padronizadas, torcidas organizadas (e bem alimentadas), papel picado, alegorias, bandeiras, bolas caindo do teto, bomba de serpentina, fogos de interior, telão de led, carro de som, canhão de luzes, danças coreografadas, faixas e adesivos com o refrão, além de quinze mil prospectos e cinco mil CDs distribuídos durante todo o concurso. A neta de João disse a ele que o samba campeão havia sido muito bem comentado nas redes sociais e que tinha feito um clipe que bombou no youtube durante toda a disputa. João não acessava a Internet. Ficou desiludido mais uma vez. No último ano, apenas quatro parcerias tiveram coragem (e orçamento) para se inscrever na disputa, e todas com compositores mesclados de outras escolas. Na lista de compositores inscritos, havia seis cantores de renome, um jogador de futebol, vinte e cinco empresários e um político. João assistiu à vitória de um samba que gastou o equivalente a um imóvel e levou duas mil pessoas à quadra na final... cantando. E João, que ainda morava de aluguel, concluiu que não dava mais para ele. Os sambas dele já não tocavam mais na quadra porque não se encaixavam no formato novo. João morreu no dia de uma final de sua escola de coração. Mas nem sequer foi feito o minuto de silêncio. O cara responsável estava ocupado no celular, tentando acessar a rede wi-fi, para publicar uma foto com a rainha de bateria, enquanto o cantor da Escola interpretava os versos: Não deixa o samba morrer....  

Carlos Eduardo Drummond


9 de outubro de 2014



A partir de hoje, o livro "Dreamaker - O Realizador de Sonhos" poderá ser adquirido em formato e-book, a preços populares. 

8 de agosto de 2014

Imperatriz apresenta curta sobre primeiro mestre-sala carioca



         Clique para assistir
Dirigido por  Becca Lopes, o curta-metragem conta a história  de  Hilário Jovino Ferreira, o Lalu.  Figura conhecida do Morro da Conceição, na Gamboa, e amigo da lendária Tia Ciata, Lalu se desliga de seu rancho e funda o Ás de Ouro, em 1893. 
Criativo, o Rancho Ás de Ouro introduziu algumas inovações tais como, não sair no Dia de Reis, 6 de janeiro, passando a desfilar no carnaval, que foi seguido pelos outros grupos de ranchos. Ousado, Lalu decide substituir a tradicional Guarda de Honra que protegia a porta estandarte por ele mesmo sozinho. 
A ideia foi copiada por outros grupos de ranchos carnavalescos, surgindo assim a figura do mestre-sala. Além de Weber  Werneck, que dará vida a Lalu de Ouro, o elenco é composto por representantes de diversos segmentos da Imperatriz Leopoldinense, e a primeira sessão acontece  hoje às 19h30, na quadra da agremiação, com entrada franca.

27 de julho de 2014


Samba Concorrente - Carnaval 2015 - Império Serrano
Enredo: Poema aos peregrinos da fé...
Autores: Aluísio Machado, Carlitos do Império, Daniel Teles, Índio do Império, Drummond, Alexandre Macaquinho, Jorge do Cavaco e Moisés do Nascimento.
Intérprete: Karlinhos Madureira


Clique para ouvir


A alvorada anunciou...
O Império agradecido veio festejar,
Com seu manto verde e branco...
Fogos explodem no ar...
Em Madureira... O samba... Religião!
Segue a procissão...
É o meu lugar... Emoção!
Caminhos da força divina
Que nos ensina a elevar o pensamento!
Esqueço da dor... E por um momento
Sou filho da luz... É quem me conduz,
É benção verdadeira... É divinal
O brilho do meu Carnaval!
Já levei meu patuá
Pra mãe-de-santo rezar!
Me benzi na escadaria...
Eu só quero amor e paz
Pau-de-arara nunca mais!

No altar...
Em cada canto desse meu Brasil,
A esperança brilha no olhar,
Na imensidão de cada coração!
Sincretizado na força,
Abençoado nas águas de Oxalá!
Avante, Império Serrano!
Meu guerreiro soberano,
Você é especial!
Na romaria da folia,
É a hora da Serrinha,
E a fé não costuma falhar!
Vou nessa corrente
E com devoção,
Hoje o império vem cantar em oração!
Se é peregrino da fé
Imperiano é...

20 de julho de 2014

Samba Concorrente - Carnaval 2015 - Paraíso do Tuiuti
Enredo: Curumim chama cunhatã que eu vou contar...
Autores: Aluísio Machado, Pelé, Índio do Império, Drummond e João Lino
Participação Especial: Almir Ha Ha e Alexandre Macaquinho
Intérprete: Karlinhos Madureira
Vou contar...
As aventuras de um alemão!
Cruzou o mar e aqui chegou,
Movido pela sede da ambição!
Terra abençoada,
Iluminada Santa Cruz, Brasil!
O destino, então, se fez mais forte,
Lançado à sorte, à solidão voraz...
Matar a fome dos Tupinambás,
Um ritual em festa,
No coração da floresta!

Vem bailar, vem bailar!
Como se baila na tribo,
"Tamo" junto e misturado,
Vem bailar comigo!


O tempo se vestiu de esperança,
Na flecha e na lança,
O bom selvagem floresceu!
Deuses naturais, a flora e os animais,
A vida em paz, a natureza a seus pés...
Liberdade raiou,
Ao velho mundo retornou,
Herói da história, ditando memórias:
Fonte de escritores e artistas,
Banquete para os nossos Modernistas!

Feliz da vida... É dia de índio!
Em harmonia, sem pecado e sem juízo,
Meu paraíso é aqui
A Tuiuti é meu sorriso!

3 de julho de 2014

"Deus só costuma dar asas àqueles que preferem caminhar pelo chão da humildade"

Carlos Eduardo Drummond

3 de junho de 2014


Foto: Carlos Eduardo Drummond

Quando o poeta sofre por amor,
Ele nem desconfia,
Que, bem distante, uma linda flor
Chora na serrania.
E tudo em volta dele se entristece...
As paredes, o quarto, a casa...
Até o jardim também padece,
Quando poeta sofre por amor...


Carlos Eduardo Drummond

15 de outubro de 2013

(Foto: Carlos Eduardo Drummond)

17 de agosto de 2013


Direito Constitucional

Proponho Emenda Constitucional
De imediata aplicação legal:
“Todo homem
tem direito
ao Amor...

...Incondicional.”


Carlos Eduardo Drummond

2 de junho de 2013



Continuação das filmagens do curta "Lalu de Ouro - O Primeiro Mestre Sala". Cena da Festa da Penha. Nas primeiras décadas do século XX a Festa da Penha já era um reduto de bambas onde os compositores exibiam suas ultimas composições antes do carnaval. Na Festa da Penha, realizada no mês de outubro, se conheciam as tendências musicais e da moda em geral. Aqui vemos em primeiro a atriz Carmita Paulo, como Tia Ciata, e Weber Werneck interpretando Lalu de Ouro. Ao fundo vemos Zé Antonio de Mendonça, Carlos Eduardo Drummond, Eduardo Alencar e com o violão Ismael de Castro, além da presença das baianas da Imperatriz Leopoldinense. O filme ainda está em fase de produção e a história aborda a vida de Hilário Jovino Ferreira ou Lalu de Ouro - O Primeiro Mestre Sala, com a direção de Becca Lopes.

Fontes:




18 de maio de 2013


     O amor e o tempo


O homem do século XIX
Encontra a mulher do século XX.
...No dia seguinte,
Os II caminham juntos,
Como se fossem I,
Rumo ao século XXI...

Carlos Eduardo Drummond

30 de abril de 2013


Direito Penal

Diz o Direito:
Não há homicídio sem morte!
Mas eu me pergunto calado:
O que pode o juiz fazer,
Se eu morrer, aqui, de saudade,
Vivendo de amor por você?

Carlos Eduardo Drummond

17 de fevereiro de 2013

Samba CAMPEÃO 2013!!!!
Autores: Me Leva, Gil Branco, Tião Pinheiro, Drummond e Maninho do Ponto